por Karla Pereira
A II Edição do Encontro Cidades em Rede pela Cultura, realizada nesta terça-feira (9/6), em Brasília, na sede da FNP, foi marcada pela posse da Comissão Intergestores Tripartite do Sistema Nacional de Cultura (CIT).
A instalação do colegiado representa um marco para a política cultural brasileira ao consolidar um espaço formal de pactuação entre União, estados e municípios, representando um avanço histórico para a governança compartilhada da política cultural brasileira.
O encontro debateu os desafios, oportunidades e estratégias voltadas ao fortalecimento da gestão pública da cultura.
Na mesa de abertura, Marcos Alves, Diretor Executivo da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) e presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Culturais das Capitais e Municípios Associados (FNC), ressaltou a "importância do desenvolvimento de uma política municipalista de cultura, de ampliar o acesso da população aos direitos culturais e da democratização do acesso aos recursos e na consolidação de uma gestão cultural mais participativa".
Gilberto Perre, secretário-executivo da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), agradeceu o apoio da Fundação Itaú e ressaltou a relevância do encontro.
“Sem a potência da política não há avanço. O fórum fortalecido e em diálogo permanente com os prefeitos é fundamental”.
O presidente da Fundação Itaú, Eduardo Saron, destacou o apoio da instituição a fóruns, redes e espaços de troca de experiências nas áreas de cultura, educação e inclusão produtiva.
Segundo ele, essas iniciativas têm o objetivo de fortalecer e ampliar o alcance das políticas públicas.
“Quem faz política pública é o Estado brasileiro e o Itaú apoia esse processo. Se nós não tivermos municípios e estados fortes, não teremos políticas públicas para a cultura”, afirmou.
Relevância econômica da cultura
Saron também apresentou dados do Observatório Fundação Itaú que evidenciam a relevância econômica do setor cultural no país.
De acordo com o levantamento, o mercado de trabalho da Economia da Cultura e das Indústrias Criativas alcançou quase 8 milhões de trabalhadores no Brasil.
Ao abordar a implementação das políticas culturais no país, o secretário-executivo adjunto do Ministério da Cultura, Cassius Antônio da Rosa, destacou os desafios de consolidar o Sistema Nacional de Cultura em uma lógica federativa, fortalecendo a cooperação entre União, estados e municípios.
Também ressaltou os avanços obtidos com a Lei Paulo Gustavo e com a Política Nacional Aldir Blanc - PNAB (Lei 14.399/2022).
Segundo o gestor, a PNAB alcançou uma adesão histórica, com 96,9% dos municípios brasileiros participando do programa, o maior índice já registrado em uma política pública de adesão voluntária.
No encontro, também foi elaborada de forma coletiva a Carta de Brasília do FNC, documento que consolida os principais posicionamentos e compromissos do Fórum para 2026.
Oficinas temáticas
Como parte da programação, o evento promoveu oficinas temáticas facilitadas pela Fundação Itaú, que abordaram o acesso à cultura no Brasil e a intersetorialidade como estratégia para ampliar e democratizar os direitos culturais, além de debater os próximos passos do Fórum Nacional de Cultura (FNC) para o biênio 2026–2027.
As atividades proporcionaram um espaço de reflexão e troca de experiências entre gestores e representantes do setor cultural.
Os participantes do encontro receberam exemplares da segunda edição da Revista Observatório, que tem como tema central “Educação integral que conecta escola, cultura e território.
A publicação da Fundação Itaú reúne reportagens, artigos e conteúdos sobre educação, cultura e cidadania. Veja aqui a versão digital: https://www.fundacaoitau.org.br/observatorio/revistas.
A II Edição do Encontro Cidades em Rede pela Cultura é realizada pela Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), por meio do Fórum Nacional de Secretários e Gestores de Cultura das Capitais e Municípios Associados (FNC), em parceria com a Fundação Itaú.









