02/04/26

Gestores públicos da Baixada Santista discutem políticas de desenvolvimento em oficina do projeto Conexão Urbana

Com o objetivo de transformar a realidade urbana por meio da gestão estratégica e da inclusão socioeconômica, o projeto Conexão Urbana realizou, nos dias 30 e 31 de março, oficinas dedicadas a prefeitos, prefeitas e gestores públicos da região da Baixada Santista (SP). O encontro ocorreu no Parque Tecnológico de Santos, com palestras informativas que abordaram o cenário urbanístico e a inclusão produtiva na região, além de discutir estratégias de governança metropolitana para a redução de desigualdades territoriais.

As ações fazem parte do projeto Conexão Urbana: Gestão, Inclusão e Desenvolvimento que Transformam Cidades, uma iniciativa da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) e do Sebrae Nacional, com o apoio do Sebrae da Baixada Santista. Segundo Rose Mendes, líder do projeto pela FNP, a união municipal é essencial para criar modelos de gestão que promovam crescimento sustentável e respeitem o contexto de cada região.

O primeiro dia de atividades (30/03) foi dedicado ao Desenvolvimento Urbano e à Construção Civil. Fábio Tatsubô, chefe do Departamento de Política Pública dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Ouvidoria da Prefeitura de Santos, destacou a importância de integrar as administrações municipais para construção de soluções em torno dos ODS. “Incentivamos a integração das prefeituras para a construção de ações reais que causem impacto na economia local e no desenvolvimento sustentável. Aqui, temos a oportunidade de trazer a essa jornada os ODS e elaborar dados, indicadores e um plano de ação em conjunto”, pontuou Fábio.

Ainda sobre infraestrutura, o arquiteto Alessandro Lopes apresentou a metodologia BIM (Building Information Modeling, sigla em inglês para Modelagem da Informação da Construção) para dar transparência e eficiência às obras públicas por meio de modelos digitais. Complementando o debate, o pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ronaldo Christofolett, reforçou a necessidade de modernização: “Precisamos olhar para as cidades no contexto atual do planeta e pensar em soluções para adaptar o urbanismo à sustentabilidade”.

No segundo dia (31/03), as discussões focaram no Desenvolvimento Econômico e na Inclusão Socioprodutiva. A oficina buscou conectar as políticas de assistência social à geração de renda, identificando oportunidades na economia circular e na gestão de resíduos sólidos como motores para novos negócios e fortalecimento da rede entre os municípios.

Helena Rego, do Sebrae Nacional, iniciou as palestras abordando ações de qualificação voltadas ao empreendedorismo. A ideia é capacitar a população vulnerável para que a economia local se torne mais dinâmica e menos dependente de auxílios externos, focando na sustentabilidade financeira das famílias.

Representando o Sebrae-SP, a coordenadora de Políticas Públicas, Beatriz Biscalchim, destacou que a inclusão produtiva depende de um esforço multidisciplinar: “Não acontece de forma isolada. É um trabalho que envolve diversas secretarias e atores, que juntas devem agir com o objetivo de superar vulnerabilidades e promover a geração de emprego e renda de forma digna e estável”, afirmou.

Com o encerramento das oficinas, o Conexão Urbana estabelece agora uma agenda de acompanhamento contínuo na região. O objetivo é garantir que as estratégias discutidas facilitem o desenvolvimento urbano, a inovação e o suporte socioprodutivo, transformando os debates técnicos em ações práticas nas cidades.

A iniciativa foca especialmente em territórios periféricos, promovendo a cooperação federativa para enfrentar desigualdades socioespaciais. Ao todo, o projeto prevê o atendimento a 57 municípios em cinco regiões metropolitanas: Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e Baixada Santista (SP), este indicado pelos municípios de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.

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