10/02/21

Ato pela prorrogação do auxílio emergencial reúne parlamentares e entidades na Câmara dos Deputados

Divulgação/Tabata Amaral Ato pela prorrogação do auxílio emergencial reúne parlamentares e entidades na Câmara dos Deputados

 

Frente da Renda Básica pede prorrogação do benefício até o fim da pandemia e projeto robusto de renda mínima

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Renda Básica, com apoio da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e de outras entidades da sociedade civil, promoveu um ato em defesa da prorrogação do auxílio emergencial e da ampliação do Programa Bolsa Família nesta quarta-feira, 10, na Câmara dos Deputados. O auxílio concedido em meio à pandemia a trabalhadores informais e autônomos, desempregados e pessoas de baixa renda foi encerrado em dezembro do ano passado.

De acordo com o manifesto apresentado no Salão Verde da Casa, a Frente da Renda Básica, que reúne 214 parlamentares de 23 partidos, pede a prorrogação do auxílio de R$ 600 até o fim da pandemia e, posteriormente, a aprovação de um projeto robusto de renda mínima ou a ampliação do Bolsa Família, que atende hoje mais de 126 milhões de brasileiros.

A mobilização foi organizada pela presidente da Frente da Renda Básica, deputada Tabata Amaral, e contou também com o apoio de prefeitos e governadores. Segundo a parlamentar, essas medidas são extremamente urgentes para que a população enfrente a crise com dignidade. “A pobreza e a extrema pobreza no Brasil só aumentam, por isso não há nada mais urgente que a prorrogação do auxílio emergencial e a ampliação do Bolsa Família. Não podemos normalizar a miséria e a fome.”

Para o vice-presidente da Frente, senador Alessandro Vieira, a luta por esse direito deve ser de todos. “É dever do Estado e da sociedade lutar para que essa realidade de hoje seja transformada, estamos cientes de que será um grande desafio. Não é uma ação contra ou a favor de governo, estamos a favor dos brasileiros”, afirmou.

Entre abril e dezembro, segundo estimativa do governo federal, foram injetados mais de R$ 300 bilhões na concessão do auxílio para cerca de 70 milhões de pessoas. Com o fim da ajuda financeira, em dezembro, 12,8% dos brasileiros passaram a viver com pouco mais de R$ 200 por mês, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e a PNAD COVID-19. Isso equivale a quase 27 milhões de pessoas em situação de pobreza no Brasil.

COVID-19
O Brasil já ultrapassou a marca de 9,5 milhões de casos confirmados de COVID-19 e mais de 233 mil mortes pela doença. Segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país registrou a terceira maior expansão no número de novas mortes após as festas de fim de ano, atrás do Reino Unido e da Alemanha.

Além do aumento de casos da doença, houve também aumento no número de desempregados. Até dezembro de 2020, mais de 14 milhões de pessoas perderam o emprego em meio à maior crise sanitária do século, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Agravada pela pandemia, a situação agora é de um país que voltou a transitar no Mapa da Fome. A estimativa do Banco Mundial é de que quase 5,5 milhões de pessoas passaram para a extrema pobreza nesse período. No ano passado, a projeção é de que 7% da população brasileira estaria nessa situação (14,7 milhões de pessoas).

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Os assuntos tratados neste texto estão localizados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 1 - Erradicação da Pobreza; 10 - Redução das Desigualdades. Saiba mais aqui.

Última modificação em Segunda, 03 de Mai de 2021, 15:09
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