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21/10/26

Após promulgação da EC 140, FNP pede urgência na regulamentação de compensação financeira aos municípios

EBC Após promulgação da EC 140, FNP pede urgência na regulamentação de compensação financeira aos municípios

No documento enviado à União, a FNP reconhece a importância dos profissionais, mas chama a atenção para a necessidade de compensação pelo aumento de gastos que a medida traz 

A Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) solicita que a União regulamente compensação financeira para cobrir o aumento de gastos previdenciários com agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, derivado da Emenda Constitucional (EC) 140. No ofício enviado à Presidência da República, a entidade reconhece a importância desses profissionais para o Sistema Único de Saúde (SUS), mas alerta para os impactos fiscais da medida na gestão municipal.

Na sexta-feira (16), o Congresso Nacional promulgou a alteração constitucional originada da PEC 14/2021, que estabelece regras diferenciadas de aposentadoria para agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE). A FNP pediu urgência na regulamentação da assistência financeira da União destinada a compensar o aumento de despesas previdenciárias dos municípios.

Para o secretário-executivo da FNP, Gilberto Perre, a regulamentação é indispensável para viabilizar a implementação da medida sem comprometer as finanças municipais. “É necessário assegurar a complementação de recursos para que a medida não prejudique a organização financeira dos municípios. A FNP tem atuado para garantir o cumprimento do princípio constitucional que veda a imposição de novas despesas sem a correspondente fonte de custeio”, afirmou.

A EC 140 prevê idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, com 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na atividade, além de regras de transição. O texto também estende os direitos aos agentes indígenas de saúde e de saneamento e estabelece medidas para regularizar vínculos funcionais.

Em julho deste ano, durante a tramitação da proposta, a entidade manifestou preocupação com a transferência de encargos aos governos locais sem garantia de custeio suficiente, o que é vedado pela Emenda Constitucional 128/2022.

No ofício, a Frente propõe uma mesa de pactuação com o governo federal para conciliar a efetivação dos direitos dos trabalhadores com a sustentabilidade fiscal e previdenciária dos municípios.

Pelo cumprimento da responsabilidade fiscal

A FNP lembra que a EC 128 proíbe a imposição ou a transferência de encargos financeiros decorrentes de serviços públicos aos entes federativos sem previsão de recursos orçamentários e financeiros ou da correspondente transferência para custeio.

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Redator: Mônica Silva
Última modificação em Quarta, 21 de Outubro de 2026, 18:04