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01/06/21

FNP articula pleito ao governo federal por barreiras sanitárias em cidades aeroportuárias

Entidade reuniu prefeitos de cidades que têm aeroportos que recebem vôs internacionais para discutir ações de segurança em relação à COVID-19

Prefeitos de cidades que sediam aeroportos que recebem voos internacionais discutiram nesta terça-feira, 1º, alternativas para barrar a entrada de novas variantes da COVID-19 no Brasil. No encontro virtual organizado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), a partir da movimentação de Guarulhos/SP, governantes defenderam que haja um controle sanitário eficiente por parte do governo federal, pleito que será oficializado ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para pedir uma reunião com dirigentes da entidade.

Sem poder fazer a gestão dentro dos aeroportos, prefeitos pedem apoio do governo federal, por meio do Ministério da Saúde e da Anvisa, com barreira sanitária eficaz na origem, de modo que apenas pessoas que apresentem exames negativos para a COVID-19 possam embarcar para o Brasil; e no destino, com quarentena eficiente para os que chegam.

“Vamos discutir com a Anac, Anvisa, Ministério da Saúde as ações efetivas para barrar a entrada de variantes nas nossas cidades”, assegurou o prefeito de Campinas/SP, Dário Saadi, vice-presidente de saúde.

“O que estamos pedindo ao governo federal são ações mais efetivas nesse bloqueio sanitário. Infelizmente nosso bloqueio sanitário é muito ineficaz”, comentou o prefeito de Guarulhos, Guti, vice-presidente de Regiões Metropolitanas da FNP.

Segundo Guti, atualmente, o aeroporto de Guarulhos recebe 90% dos voos internacionais que chegam no Brasil e é destino de 100% dos voos vindos da Índia. “Está aí o nosso temor e os pedidos extremos”, disse, em referência à possibilidade do fechamento dos aeroportos por um período mínimo de 10 a 15 dias para voos internacionais.

Para o secretário de Saúde do Rio de Janeiro/RJ, Daniel Soranz, a essa pressão dos prefeitos é importante para que o governo tome alguma atitude. Ele chamou a atenção para o fato de que as barreiras sanitárias, com operações de testagem, por exemplo, não podem ter custo assumido pelos municípios. “As cidades deslocam força de trabalho, que já está bastante sofrida, para fazer uma atribuição que não é a sua e não tem financiamento específico”, disse.

O secretário de Saúde de São Paulo/SP, Edson Aparecido, destacou a necessidade urgente de uma portaria, pela Anvisa, “que efetivamente dê orientação a todos os municípios do país para que possam exatamente saber responsabilidades do ponto de vista sanitário de cada ente da federação”.

Para além da situação dramática de cidades que recebem passageiros de outros países, há a questão das demais cidades com aeroportos, que fazem conexões. É o caso de Florianópolis/SC e Foz do Iguaçu/PR, cidades representadas na reunião pelos prefeitos Gean Loureiro e Chico Brasileiro.

“Se não contermos inicialmente, vamos ter que manter estrutura em todos os aeroportos do Brasil”, comentou Loureiro, presidente do Consórcio Conectar. De acordo com o prefeito de Foz do Iguaçu, o município recebe um grande fluxo de turistas. “São cinco voos diretos de Guarulhos por dia e muitos trazem turistas estrangeiros”, disse.

Durante o encontro, também foram levantadas as questões relativas às fronteiras secas. Para isso, a FNP vai promover nos próximos dias uma outra reunião e debater o assunto de forma mais específica.

Participaram da reunião representantes de:

1. Belém
2. Campinas/SP
3. Confins/MG
4. Curitiba/PR
5. Florianópolis/SC
6. Fortaleza/CE
7. Foz do Iguaçu/PR
8. Guarulhos/SP
9. Maceió/AL
10. Manaus/AM
11. Porto Alegre/RS
12. Recife
13. Rio de Janeiro/RJ
14. São Gonçalo do Amarante/RN
15. São Paulo/SP

Redator: Livia PalmieriEditor: Paula Aguiar